SP da história

9 de julho de 1932

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(Rua XV de Novembro, durante a Revolução Constitucionalista de 1932 ~ Reprodução Arquivo Público)

Em 1930, uma revolução derrubava o governo dos grandes latifundiários de Minas Gerais e São Paulo. Getúlio Vargas assumia a presidência do Brasil em caráter provisório, mas com amplos poderes. Todas as instituições legislativas foram abolidas, desde o Congresso Nacional até as Câmaras Municipais. Os governadores dos Estados foram depostos. Para suas funções, Vargas nomeou interventores.

A política centralizadora de Vargas desagrada as oligarquias estaduais, especialmente as de São Paulo. As elites políticas do Estado economicamente mais importante, sentem-se prejudicadas e os liberais, reivindicam a realização de eleições e o fim do governo provisório.

O governo Vargas reconhece oficialmente os sindicatos dos operários, legaliza o Partido Comunista e apoia um aumento no salário dos trabalhadores. Estas medidas irritam ainda mais as elites paulistas.

Em 1932, uma greve mobiliza 200 mil trabalhadores no Estado. Preocupados, empresários e latifundiários de São Paulo se unem contra Vargas. No dia 23 de maio, é realizado um comício reivindicando uma nova constituição para o Brasil.

A marcha de populares até a sede da Legião revolucionária na Rua Barão de Itapetininga nº 70 que era pró-Vargas, fez desencadear o tiroteio que resultou na morte de Euclides Miragaia, Antônio de Camargo, Mário Martins e Dráusio Marcondes de Sousa.

As iniciais de seus nomes formam a sigla MMDC, que se transforma no grande símbolo da revolução. E em julho, explode a revolta. As tropas rebeldes se espalham pela cidade de São Paulo e ocupam as ruas.

O clima de animosidade entre São Paulo e o governo federal culminaria com a eclosão do movimento armado a partir de 9 de julho de 1932.

 


Paulo Ribeiro é o colaborador sobre assuntos históricos do São Paulo
da garoa. Ele é o idealizador do famoso grupo no Facebook, “O Passado Paulistano”.

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