SP da cultura

As mulheres representadas nos monumentos de São Paulo

Conheça as suas histórias e os autores dessas obras de arte

MÊS ESPECIAL DA #MULHER (08/03) 🌻 👸

 


1. “Mãe Preta” de Júlio Guerra (1912-2001), monumento localizado no Largo do Paissandu, bairro República, região central.

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Por meio de um concurso público de maquetes para a construção de um Monumento à Mãe Preta, durante o governo do prefeito Jânio Quadros em 1953, que o escultor Júlio Guerra foi o vencedor ao criar a estátua da mulher negra que amamenta a criança branca, relembrando as amas de leite no período da escravidão.

A inauguração do monumento ocorreu em 23 de janeiro de 1955, como parte das comemorações de encerramento do “IV Centenário da Cidade de São Paulo”.

A escolha do Largo do Paissandú para acolher a homenagem à “Mãe Preta” se deveu à presença da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de ser aquele largo, desde a construção da igreja no começo do século XX, um ponto de referência para a comunidade afrodescendente de São Paulo, transformando-se em local privilegiado para as comemorações pela libertação dos escravos, no dia 13 de maio e, mais recentemente, também pelo Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.

Júlio Guerra também é o autor da famosa estátua do bandeirante Borba Gato, localizada na Avenida Santo Amaro.

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2. “A Menina e o Bezerro” de Luiz Christophe, monumento localizado no Largo do Arouche, bairro República, região central.

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No início do século XX, São Paulo começava a ganhar ares de metrópole, deixando seus últimos vestígios bucólicos, e foi a partir disso que, suas autoridades começaram a se preocupar com a modernização e o embelezamento da cidade.

Por volta de 1910, o prefeito Raymundo Duprat encomendou ao escultor carioca Luiz Christophe, uma obra para embelezar os jardins do Largo do Arouche (prestigiado local e “vitrine” de SP na época) intitulada de “A Menina e o Bezerro”, que consiste em uma escultura de mármore em tamanho natural.

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3. “Guanabara” de João Batista Ferri (1896-1978), monumento localizado no Viaduto do Chá, bairro Anhangabaú, região central.

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Com o tema “Baía de Guanabara”, a obra representa uma mulher anfíbia, com algas entrelaçadas nos cabelos e nadadeiras nas pernas. Foi encomendada pelo prefeito Prestes Maia ao artista João Batista Ferri, ex-aluno do Liceu de Artes e Ofícios.

Adepto da escola realista, Ferri retratou em “Guanabara” os seus conhecimentos de anatomia, deixando-a em uma postura ligeiramente inclinada, olhando para o horizonte.

Foi implantada na cidade em 1941, inicialmente no Vale do Anhangabaú, nas proximidades da Ladeira Falcão Filho, porém, atualmente encontra-se em frente à sede da Prefeitura Municipal de São Paulo, no Viaduto do Chá com a Rua Líbero Badaró.

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4. “Diana” (autor desconhecido) estátua da deusa da caça e dos bosques na mitologia romana, localizada no Parque Jardim da Luz, bairro Bom Retiro, região central.

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O Jardim da Luz é o parque mais antigo da cidade, tendo sido criado como horto botânico por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa em 19 de novembro de 1798. Foi aberto ao público em 1825 como Jardim Botânico, já no período do Brasil Imperial, tornando-se o primeiro espaço de lazer da população paulistana.

Um espaço em destaque desse parque é o Aquário Subterrâneo, apesar de só ter sido descoberto no ano 2000, ele também foi construído juntamente com todo o parque desde o seu início, ou seja, é também considerado o primeiro de São Paulo.

O aquário se localiza abaixo do “Lago da Diana”, que tem esse nome por causa da estátua que se encontra nele, a da deusa da caça e dos bosques na mitologia romana. A predominância de estátuas da mitologia greco-romana em todo o parque se deve à inspiração francesa, que continha muitas dessas estátuas em seus jardins simétricos, tipicamente do século XIX.

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“Lago da Diana” em uma panorama mais aberto (Cliques de https://www.instagram.com/edmilson.silva.779/)

 


Fontes: Sites Prefeitura SP, Áreas Verdes das Cidades, Monumentos de São Paulo, ExperiMundo e NorteandoVocê.

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São Paulo da garoa, São Paulo, que terra boa!

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