Enterrados vivos: a história dos rios de São Paulo

SP da história

Conheça a cronologia histórica de alguns rios conhecidos, como o Pinheiros e o Tietê, e também, parte da bacia hidrográfica da nossa SP da garoa, contextualizados nos planos de urbanização adotados desde a década de 1940 até os dias atuais.

Foto de capa: Remadores no rio Pinheiros, 1937. (Reprodução/Arquivo ECP–Esporte Clube Pinheiros)

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Nota do colaborador

As entrevistas desta matéria foram realizadas no ano de 2011, para o projeto VilaMundo dentro do programa Cidade Escola Aprendiz, uma idealização do saudoso jornalista Gilberto Dimenstein (☆28/08/1956 – †29/05/2020).

Já chegou a ser republicada em alguns jornais, revistas, blogs e portais online, como por exemplo, o site Brasil Post (extinta filial brasileira do The Huffington Post). E agora, está aqui no portal SP da Garoa com uma reedição especial e exclusiva!

Espero que gostem, pois irão se impressionar com a história da bacia hidrográfica da nossa cidade, ainda resistente mesmo que soterrada. Tenham uma boa leitura e que a reflexão seja despertada em vocês também.

O caminho das águas

Trecho do Rio Pinheiros antes de ser retificado, em dezembro de 1930. Hoje, os meandros do curso d’água não existem mais, e o que restou agora corre para o lado oposto. “Milagre” da engenharia? (Reprodução)

O caminho mais fácil é o caminho das águas.

Mais confortável para nossas pernas caminharem ou pedalarem, poupando energia para nosso deslocamento por mais tempo e com menos esforço. Ainda, é mais fácil que esse deslocamento seja feito no mesmo sentido da correnteza, conforme a lei da gravidade e o relevo determinarem.

É física! E é intrínseco no ser humano, que naturalmente escolhe gastar menos energia a fim de otimizar o rendimento, poupar energia, gastar menos combustível. Alguém aí disse: combustível?

Pegar atalhos pode encurtar o caminho, como as cachoeiras na natureza, que levam a água de um andar mais alto a um mais baixo em segundos, porém, é exigido muito mais esforço para serem transpassadas.

E é a partir desses básicos conceitos de física embasados na lei da gravidade que os caminhos, as rotas e as trilhas passaram a ser traçados pelo ser humano desde os primórdios.

Até os dias de hoje, as vias das cidades seguem o mesmo raciocínio, agregado de outros estudos científicos, é claro, mas essencialmente reduzindo distâncias e otimizando combustível, seja retificando rios para encurtar distâncias, elevando e rebaixando terrenos para aplainar a terra, criando pontes para interligar montanhas, entre outras manobras da engenharia de tráfego e civil. 

As ciclovias também são planejadas no curso dos rios devido à altimetria já definir consideravelmente uma facilidade muito maior para pedalar, mesmo que no sentido oposto, em relação ao relevo ao redor, afinal os rios cortam as montanhas, os morros e os planaltos.

Repito: a água — naturalmente — correrá sempre pelo caminho mais fácil.

A bacia hidrográfica de São Paulo

Arquibancadas construídas às margens do Pinheiros, na década de 1920, para os eventos esportivos aquáticos entre clubes da cidade. (Reprodução)

O Pinheiros também era usado, nos anos de 1920, como piscina natural para lazer e competições de remo. (Reprodução)

São Paulo remete ao caos.

Por trás da realidade urbana — ou deveria dizer “por baixo” — existe uma natureza, muito doente, mas viva e muito resiliente. A maior cidade do país é uma verdadeira laje construída sobre uma imensa bacia hidrográfica, com milhares e milhares de rios.

Em 1554, São Paulo era de Piratininga, antigo nome do rio Tamanduateí. Foi na junção deste com o Anhangabaú que foi fundada a capital do estado, e sua desenfreada e negligente urbanização aconteceu desde a chegada dos primeiros colonizadores.

Até então, o local era habitado por indígenas, que no máximo utilizavam canoas para navegar e se instalavam na junção de um braço mais caudaloso com outro menos caudaloso para usar um para transporte e para higiene e abastecimento.

Os rios Tietê e Pinheiros já foram as marcas dos limites da cidade, que à época do plano de urbanização feito pela City e pela Light, na década de 1920, precisava de energia elétrica para funcionar e ser ocupada pela crescente população paulista em formação.

A cidade já tinha passado por um enriquecimento decorrente do ciclo do café, no século anterior, que limitou o desenvolvimento urbano ao centro, quando o Espigão do Caaguaçu já era considerado periferia da cidade.

Mapa hidrográfico da Prefeitura de São Paulo com destaque para o bairro de Pinheiros, zona oeste. (Reprodução)

O bairro de Pinheiros, por exemplo, era apenas uma rota para tropeiros que bebiam água nas bicas do Rio Verde (região do atual Beco do Batman) antes de subirem o espigão para a cidade. A região não possuía qualquer infraestrutura, e as cheias castigavam bastante, inundando toda a área que hoje compreende Pinheiros, Vila Madalena, Vila Ida, Vila Beatriz, Butantã, Freguesia do Ó, e todos os bairros baixos da cidade que até hoje enfrentam problemas de enchente.

Retrato de uma cheia no ano de1929, na região onde atualmente está a ponte Cidade Jardim. (Reprodução)

São Paulo é uma riquíssima bacia hidrográfica.

Ninguém pensa que São Paulo está lotada de rios, pois rio não morre. Mas ficam doentes, arrebentados, totalmente enterrados. Enterrados vivos”,

— dramatiza Luiz Campos Jr., que organiza expedições com o grupo Rios e Ruas, contando a história dos cursos d’água e da cidade de São Paulo. E o especialista completa:

Não tem jeito de estar em qualquer lugar da área central da metrópole sem estar a menos de 200 metros de um curso d’água. As pessoas dizem que estou louco, mas ainda não me desmentiram”.

Detalhe com traçados de alguns rios menores — região dos bairros Moema, Jardim Paulista, Itaim Bibi e Pinheiros: há muito mais à medida em que se aproxima, mas os mapas que não os evidenciam contribuem para seu esquecimento. (Reprodução)

Laje sobre rios

As cidades são construídas de acordo com os cursos d’água que possuem.

Mesmo as tribos indígenas já se instalavam na convergência entre um canal mais caudaloso, para navegação e comunicação com outras tribos; e um rio mais manso, onde lavavam e banhavam-se. Remos, inclusive, eram personalizados para cada tribo, que talhava artesanalmente símbolos de seus povos. Um sinal da importância das águas na sobrevivência de uma civilização indígena.

A região oeste de São Paulo e todo o curso do rio Pinheiros até a represa Billings passou por um processo de urbanização totalmente fundado no curso e na cheia deste grande curso d’água. Além do rio, que limitava a cidade cortando o centro da cidade, há um espigão — formação de terra mais alta que se assemelha a uma espiga por ser longa, estreita e mais alta que o terreno ao redor, de onde brota água para os dois lados.

É o Espigão do Caaguaçu, onde hoje correm as Avenidas Domingo de Moraes, Vergueiro, Bernardino de Campos, PaulstaDr. Arnaldo e Afonso Bovero. Basta notar a Oeste que se escolher ir para a Heitor Penteado, sairá do espigão em um túnel para uma descida; e ao Leste ele segue pela Avenida Jabaquara até cruzar a Bandeirantes, onde volta a ficar mais próximo da altura do terreno ao redor. É o grande divisor de águas, que contribui para a formação dos rios Tietê e Pinheiros.

Lá no Espigão do Caaguaçu nascem milhares de minas d’água (que conhecemos também como “nascentes”) que correm em direção ao sul e oeste, formando o rio Pinheiros, e ao norte e ao leste, formando o rio Tietê. Os dois rios se encontram na região da Freguesia do Ó, onde o Pinheiros desagua naturalmente no Tietê e rumam juntos em direção ao rio Paraná, mais caudaloso, pela região de Osasco, Barueri, Santana do Paranaíba, Pira-Pora do Bom Jesus e outros municípios, passando pelas eclusas de Barra Bonita e cruzando todo o estado para desaguarem por lá.

No detalhe deste mapa de 1924 é possível ver a dinâmica das águas de São Paulo: o espigão se estende na principal rua sentido leste-oeste, passando pelos bairros do Paraíso, Villa America (onde hoje é o Jardins) e Villa Cerqueira César (onde hoje é Cerqueira César). Os rios nascem próximos à essa rua e correm para os dois lados. O lado sul deságua no rio Pinheiros e o lado norte deságua no Tietê. Ambos os rios formados se encontram no final do divisor de águas. Os dois rios tem águas vindo do outro lado também. No caso do Pinheiros, ao sul, da Serra do Mar e, ao norte, da Serra da Cantareira. (Reprodução)

O rio Paraná, por sua vez, corre até o rio Paraguai, que após passar pelo Paraguai, desagua entre o Uruguai e a Argentina no mar Del Plata, e nos faz compreender também muito das divisões territoriais feitas pelos países do cone sul da América Latina.

O rio Tietê é o rio mais importante do estado de São Paulo, mas vamos focar aqui no rio Pinheiros, que determinou o futuro da urbanização da cidade.

“Nada mais importante na história da humanidade que os rios”,

— emociona-se o professor Alexandre Delijaikov, que coordena o Departamento de Projetos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU – USP). E continua o docente:

“Nós conseguimos modular tempo e espaço por conta das cheias e vazantes. Nós percebemos o território por conta da água. Todas as cidades do planeta na história da humanidade foram fundadas por conta dos cursos d’água”.  

O homem que inverteu o curso do rio Pinheiros

Meandros (curvas) do rio Pinheiros na altura da ponte Cidade Jardim, na década de 30. (Reprodução)

Na década de 1920, o engenheiro norte-americano Asa White Kenney Billings, que mais tarde batizaria uma represa que, na verdade, fica na região onde nasce o rio Pinheiros, na Serra do Mar, em milhares de nascentes.

O engenheiro foi chamado para ajudar na urbanização das várzeas deste mesmo rio, e seria responsável por uma das maiores obras da engenharia na época, que lhe rendeu palestras internacionais acerca do tema. Para aumentar a cidade, era preciso pensar na energia que seria necessária gerar, e no tamanho da vazão da água necessária para que uma hidrelétrica pudesse gerar toda essa energia.

Billings resolveu aproveitar a abundância de água da região e decidiu fazer um projeto ousado para a época. Uma barragem que manteria a água que nascia do Pinheiros na Serra do Mar, mais tarde nomeada represa Billings, na região dos limites entre os municípios de São Paulo, Diadema e São Bernardo do Campo.

Represa Billings, Rodovia dos Imigrantes, São Bernardo do Campo-SP. (Reprodução Wikimedia Commons / Hamilton B. Furtado, 2007)

Além disso, construiria duas usinas elevatórias de traição no rio Pinheiros e uma comporta de água no rio Tietê. Dessa forma, ao fechar a comporta e ligar as usinas, ele faria com que a água do Tietê que vinha da curva na zona oeste entrasse com vazão suficiente no Pinheiros e ajudasse o rio a correr para o sentido oposto, fosse represado e, sob demanda, despencasse por canos a 800 metros de altitude, do topo da Serra do Mar, para essa força hídrica fosse aproveitada em uma usina hidrelétrica, a famosa Usina de Cubatão, no “pé da Serra”. 

Mais do que isso, havia interesses econômicos por ali, pois fora combinado entre os líderes políticos e as empresas privadas (na época, a City e a Light), a urbanização da área que seria determinada pela cheia do rio Pinheiros, ou seja, onde houvesse água, com a finalidade de gerir o fornecimento de energia, a água em si, a construção de vias, o saneamento básico, etc. 

Em 1929, especulações não confirmadas defenderam ainda que as comportas do Tietê foram fechadas, as da represa Billings abertas e as usinas desligadas; pois assim o rio alagaria muito mais, a água ocuparia uma área maior e as empresas teriam um negócio mais lucrativo. 

O projeto foi um sucesso para Billings, para as empresas, mas não para a cidade, que até hoje sofre com as consequências deste projeto megalomaníaco. A energia elétrica gerada era tanta que a usina abastecia Cubatão, São Paulo e Santos com bastante folga.

Após alguns anos, uma segunda usina, subterrânea, foi construída e a capacidade aumentou muito, trazendo reconhecimento mundial para o engenheiro. Billings chegou a palestrar sobre sua conquista em todo o mundo. Após essa obra, o rio Tietê chegou a perder 17 quilômetros de extensão com sua retificação e as águas do Pinheiros agora corriam para o lado oposto.

Remadores no rio Pinheiros (1937) — As obras de retificação do rio Pinheiros (de 1940 a 1957) também trouxeram obstáculos à prática do Remo. As atividades precisaram ser interrompidas por vários anos, retornando à ativa somente em 2004, na Raia Olímpica da USP, onde o Clube conta com um galpão. (Reprodução ECP–Esporte Clube Pinheiros)

Hoje em dia, devido à poluição dos rios de São Paulo, as usinas funcionam com capacidade muito reduzida, pois a água não flui com a mesma velocidade que antes.

A poluição é um problema habitacional, social e urbanístico. O problema ambiental é a consequência”,

— explica Luiz Campos Jr. e completa:

O foco é que está errado, assim como o problema das enchentes é tratado como um problema técnico de engenharia, mas vai muito além disso”. 

O professor Delijaikov concorda e complementa:

O problema, quando se fala de infraestrutura regional, não é falar do rio maior. Para despoluir o Tietê, tem que despoluir o afluente do rio Tietê, e o afluente deste rio menor. Se não controlar essa unidade hidrográfica de gerenciamento, sistemicamente falando, de maneira capilar, não é possível resolver nada”.

Águas de Pinheiros

As avenidas Sumaré e a Paulo VI, e o vale do rio Verde: antes e depois da urbanização dominar a região de Pinheiros. (Reprodução)

Focarei agora em três dos rios mais expressivos da região de Pinheiros, a título de ilustrar o que ocorreu em todo o perímetro urbano de São Paulo com a canalização e retificação das águas naturais: rios BeliniVerde e Corujas.

Os três rios nascem também (lembrando que um rio tem muitas nascentes espalhadas em todo o seu curso) no espigão do Caaguaçu, mais precisamente na área entre a rua Cerro Corá e a avenida Paulista, onde já estão canalizados, fator que aumenta as enchentes.

Faz parte do ciclo de qualquer rio, o período de cheia e de vazante. E também conforme o período de chuvas, o rio, como uma forma de respiração, leva sedimentos da parte inicial à final e está constantemente modificando a paisagem. As suas curvas serpenteiam por quilômetros de distância, variando a cada ciclo de cheia e vazante.

Ao canalizar um curso d’água, o rio deixa de carregar galhos, sedimentos e outros elementos importantes para este ciclo se completar e nutrir toda a região, e também, deixa de fazer curvas e meandros.

Como consequência, isso faz a velocidade da água aumentar muito, contribuindo com o aumento da geração de energia, porém, ao mesmo tempo, trazendo problemas como as inundações. Devido a uma velocidade maior, os gargalos naturais da cidade são obstáculos fáceis de serem transpostos com uma chuva forte, por exemplo.

Este mapa de 2010 mostra o curso original dos braços do rio Verde. Tente achar, de acordo com as coordenadas oferecidas no texto. Eles estão traçados em vermelho. Atualmente, o braço oeste foi desviado e segue sem juntar com o braço leste pela rua Paes Leme. (Reprodução)

Observe o mapa acima: o menor dos três córregos, Belini, nasce pouco acima da praça Panamericana, no Alto de Pinheiros. É um rio relativamente curto, que corta por Alto de Pinheiros, avenida Pedroso de Moraes e passa rente ao parque Villa-Lobos para então desaguar no Pinheiros. Totalmente encoberto, tudo o que se vê dele é uma boca de cano no rio Pinheiros, dessas que muita gente pensa ser esgoto.

Observando um pouco mais na parte de cima do mapa, o rio das Corujas, mais caudaloso, nasce na travessa Raul Seixas, na Vila Madalena, em uma região com muitas minas d’água. Ainda pode ser percebido na praça de mesmo nome, onde corre a céu aberto por um curto espaço para logo correr por galerias e canos direto para o rio Pinheiros.

Do lado da escadaria da Raul Seixas tem um escorredor de água que não para. É ali uma nascente. O vigia da rua nunca viu parar de correr água ali, pode perguntar”,

— afirma Luiz Campos Jr. 

Cerca de 90% dos rios da cidade estão sob o asfalto, portanto o Corujas é um caso raro.

Muita gente sabe que ele existe porque tem a avenida das Corujas e ele está aberto na praça. As pessoas veem e é possível se integrar a ele de alguma forma”,

— conta Luiz.

Mais à direita no mapa, o maior rio da região, o Verde, nasce em múltiplos focos de nascentes, numa formação geológica chamada “anfiteatro” — pois parece com a arquibancada de um anfiteatro, alta e em curva –, em milhares de pontos diferentes do bairro. As minas d’água do Verde formam dois córregos que se juntam na Rebouças, que chamaremos de braço leste e braço oeste.  

Rio Verde, no início do século 20, atravessando a atual Cardeal Arcoverde na região onde acontece a feira de antiguidades da praça Benedito Calixto. Na imagem é possível ver a Igreja que ainda existe de frente para a praça. (Reprodução)

O braço oeste do Verde nasce principalmente na rua sem saída Beatriz Galvão, que atravessa a Heitor Penteado e no primeiro quarteirão da rua Oscar Freire, quase na esquina com o início da avenida Dr. Arnaldo.

Ele passa pela rua Abegoárias, Medeiros de Albuquerque, Beco do Batman, uma viela entre as ruas Harmonia e Girassol e pelo Beco do Aprendiz, de onde segue em linha reta pela avenida Paes Leme até o rio Pinheiros.

O outro braço (leste) nasce na região do Grêmio da Faculdade de Medicina da USP, próximo à Dr. Arnaldo; e na região da rua Gabriel Monteiro da Silva, correndo próximo ao curso da avenida Rebouças até desaguar também no Pinheiros.

Em 1957, o rio Pinheiros já retificado na altura do Jockey Clube e do Clube Hebraica, onde desagua um dos braços do rio Verde. (Reprodução)

Antigamente, os dois braços se encontravam na altura da rua dos Pinheiros. É próximo à antiga junção dos braços do Verde que se pode perceber a falha de engenharia no projeto de canalização do córrego.

Ao canalizá-lo, foi decidido separar os dois braços, e o oeste faz uma curva de quase 90 graus na altura da rua dos Pinheiros, desviando o braço direto para o rio Pinheiros pelo largo da Batata.

O outro braço sofreu apenas pequenas alterações e continua seu curso por entre os canos até desaguar próximo à sua foz original, por baixo dos clubes Hebraica e Pinheiros.

Se notarmos, a região de alagamento mais tensa do bairro é exatamente onde os canos fazem a curva acentuada de noventa graus.

Fizeram um túnel na gestão da Marta Suplicy onde, na primeira semana de inauguração, morreu uma senhora afogada. Já imaginou a água fazendo um ângulo reto? Não dá! Descendo os morros da Vila Madalena, a água não tá nem aí pra nada. Se tem um ponto de estrangulamento, dá enchente”,

— explica Luiz Campos Jr.

Realmente, é fácil assimilar que trechos onde se reduz drasticamente a velocidade da água, fatalmente as estatísticas ficam mais altas, nos índices das subprefeituras de toda a cidade de São Paulo.

Fontes consultadas para esta reportagem:
Prof. Alexandre Delijaikov — Professor e Coordenador do Departamento de Projetos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU – USP);
Luiz Campos Jr. e José Bueno — Fundadores do Projeto Rios e Ruas;
Anna Dieztsch — Arquiteta responsável pelo projeto do Parque Linear sobre o Rio Verde.

Assista:
Documentário “Entre Rios” (direção de Caio Silva Ferraz, 2015);

Video “Os Rios de São Paulo” (canal de Youtube Buenas Ideias de Eduardo Bueno, 2019).

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Jornalista, guia de turismo e empresário, é fundador da agência Pediverde e nascido em São Paulo da Garoa. Interesses pessoais e atuações profissionais em temas de meio-ambiente, cultura, mobilidade e saúde, sempre com muita história por trás.

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