Conheça a Japan House São Paulo localizada na avenida Paulista

SP da cultura

A Japan House São Paulo (JHSP) com foco na cultura contemporânea japonesa, é um dos institutos culturais mais visitados da via mais famosa da cidade, a Paulista. Conheça todos os seus ambientes a seguir.

Foto de capa: Fachada da JHSP localizada na avenida Paulista (Crédito: Divulgação/Rogério Cassimiro)

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A Japan House São Paulo (JHSP)

Japan House é uma iniciativa internacional do governo japonês, com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura japonesa da atualidade e divulgar políticas governamentais.

Inaugurada em 30 de abril de 2017, a Japan House São Paulo foi a primeira a abrir suas portas, seguida pelas unidades de Londres e Los Angeles. Estabelecida como um dos principais pontos de interesse da celebrada Avenida Paulista, a JHSP destaca em sua fachada proposta pelo arquiteto Kengo Kuma, a arte japonesa do encaixe usando a madeira Hinoki.

JHSP à noite com destaque para a instalação da fachada que utiliza a técnica de encaixe com madeira Hinoki (Divulgação/Estevam Romera)

Tal arte que o inspirou criativamente após a sua visita ao Pavilhão Japonês localizado no Parque do Ibirapuera, que fora construído dessa mesma técnica.

Desde 2017, a instituição promoveu mais de trinta exposições (todas GRATUITAS) e cerca de mil eventos em áreas como arquitetura, tecnologia, gastronomia, moda e arte, para os quais recebeu mais de dois milhões de visitantes.

A oferta digital da instituição foi impulsionada e diversificada durante a Pandemia de Covid-19, atingindo mais de sete milhões de pessoas em 2020. No mesmo ano, expandiu geograficamente suas atividades para outros estados brasileiros e países da América Latina.

A JHSP é certificada pelo LEED na categoria Platinum, o mais alto nível de sustentabilidade de edificações; e pelo Bureau Veritas com o selo SafeGuard – certificação de excelência nas medidas de segurança sanitária contra a Pandemia de Covid-19.  

Térreo — Sotodoma (do japonês “área externa”)

Esse espaço é visto logo na entrada do instituto, uma espécie de área de convivência, onde os visitantes transitam nele após saírem da JHSP, devido à saída obrigatória estar posicionada para esse portão do grande salão do térreo.

A fachada do estabelecimento dessa face é composta por uma espécie de cobogó ao estilo Kengo Kuma, que também o inspirou criativamente após conhecer algumas construções brasileiras com esse tipo de revestimento vazado.

Área externa – Sotodoma, na foto com a ativação da campanha itinerante Daruma (SP da garoa/Rafael Gushiken)

Térreo — Grande Salão Interno + Loja Shin

O primeiro espaço onde os visitantes se depararão, geralmente ocupado com uma exposição e também disponível para locação de eventos corporativos.

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Salão interno com exposição “Sopros – designs de vidro japoneses” (SP da garoa)

Andando mais adiante, é possível avistar de imediato a Loja Shin, que é uma ponte para os brasileiros conhecerem as diferentes regiões do Japão através de produtos que trabalham os cinco sentidos – paladar, audição, visão, olfato e tato. Artistas como Masanobu Ando, Kazumi Tsuji, Ryuji Mitani e Myoto Akagi terão os seus trabalhos à venda na casa.

Loja Shin localizada no térreo da JHSP (SP da garoa)

Térreo — Café Sabor Mirai

Ao lado da loja, está o Café Sabor Mirai cujo nome é um trocadilho com a palavra sabou que, em japonês, significa “loja onde serve café e chá”, enquanto mirai pode ser traduzida por “futuro”. Sob o comando da empresária japonesa Kyoko Tsukamoto, o espaço privilegia o café, desmistificando a ideia da predominância exclusiva dos chás no Japão.

Partindo desta premissa, o Drip Coffee (café filtrado individualmente) ganha destaque juntamente com a oferta de um blend (mistura), feito a partir de grãos especiais produzidos nas fazendas da Ipanema Coffees, em Minas Gerais, criado exclusivamente para a JHSP.

O típico chá verde também se destaca no menu e aparece em duas opções: o sencha de cor verde-escura, possui sabor mais amargo e um fino retrogosto adocicado. Já o houjicha tem uma cor mais dourada por conta da torra em fogo forte, sabor leve e menor concentração de cafeína.

Destaque também para os doces wagashi, confeitos tradicionais comumente servidos com chá, como o shiratama azuki. Há também, ainda entre as opções dos comes, o bolo de matchá e o bolo de chocolate; e entre as opções dos bebes, opções geladas como o muguicha (cevada torrada) e o yuzu fresh (espécie de soda italiana servida com mel).

Yuzu Fresh, espécie de soda italiana servida com mel, do Café Sabor Mirai (SP da garoa/Rafael Gushiken)

Térreo — Biblioteca + Jardim de Inverno (mini pátio interno)

Perto do balcão do Café, já é possível ver vários módulos de estantes com diversas publicações, que é justamente a área da Biblioteca da JHSP. São mais de 2.000 itens, entre livros e mangás, dos quais, alguns usados, pois foram doados pela Universidade de Meiji (Tóquio) para o público brasileiro.

A arrumação dos livros não obedece a “lógica de A a Z” como em bibliotecas ou livrarias convencionais, pois os itens estão organizados por assuntos — Comer, Viajar, Estilo de Vida, Cultura, História, Design, Arquitetura, Tecnologia, Japão e Brasil e Crianças –, e sendo assim, formando uma narrativa própria, segundo o curador da biblioteca, Yoshitaka Haba, que defende que esse conceito é um jeito mais moderno e atraente para os leitores. E seja em japonês, inglês ou português, eles encontrarão um pequeno e rico acervo.

Biblioteca da JHSP ao lado do balcão do Café Sabor Mirai (SP da garoa/Rafael Gushiken)

E ao lado da Biblioteca, há um pátio que também pode ser denominado de Jardim de Inverno do instituto, pois há algumas palmeiras e bambus na área com assentos para que você possa se acomodar para leituras ou consultas dos itens da biblioteca (após higienização das mãos).

Jardim de Inverno / Mini pátio interno da JHSP, ao lado da Biblioteca (SP da garoa/Rafael Gushiken)

1º Andar — Furoshiki + Sala de Seminário

Subindo as escadas ou utilizando o elevador e ao parar no 1º andar, o visitante verá de cara, a Gift Store (loja de presentes) dedicada a difundir o uso e a técnica do furoshiki, tecido utilizado em embalagens tradicionais japonesas, bem como bolsas para carregar o lanchinho do dia (o bentô, tipo uma marmita), a roupa de ginástica, etc. É possível até aprender essa técnica da amarração com o tecido, solicitando uma demonstração aos vendedores de plantão.

Vendedor fazendo uma demonstração da técnica do furoshiki na loja de presentes do 2º andar da JHSP (Arquivo SP da garoa 2019/Rafael Gushiken)

Em frente à loja, há um outro espaço com divisórias móveis, com a possibilidade de deixar o ambiente mais reservado e sem exposição direta, denominado de Sala de Seminário. Também disponível para locação de eventos, como também é utilizado para a realização de palestras e workshops, ou simplesmente, como espaço adicional para as exposições do instituto.

Sala do seminário localizado no 2º andar da JHSP (SP da garoa/Rafael Gushiken)

2º Andar — Galeria + Corredor Externo

No último pavimento está o amplo espaço chamado de Galeria, o qual privilegia o uso para as exposições da casa, mas também fica disponível para locações de eventos corporativos.

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Espaço Galeria localizado no 2º andar com exposição “Wave – Novas correntes nas artes gráficas japonesas” (SP da garoa/Rafael Gushiken)

Há uma saída para um corredor externo, sem cobertura com piso de madeira, como se fosse um extensão a céu aberto do andar, onde é possível ver, de um lado pelos vidros, o restaurante da JHSP; e para cima, os outros edifícios da avenida Paulista, como o Itaú Cultural e o Sesc. O local é propício para fazer “poses instagramáveis”, já que do lado oposto desse corredor há um mini bambuzal.

2º Andar — Restaurante Aizomê

É nesse andar também que está o restaurante do instituto, atualmente, ocupado pelo Aizomê da chef Telma Shiraishi, e que acompanha a proposta da JHSP, de mostrar a contemporaneidade e a diversidade do Japão, incluindo a vertente gastronômica.

O menu, que reflete a cozinha delicada e autoral da chef, mescla preparações equilibradas em receitas quentes e frias. A utilização dos melhores produtos do campo e do mar são baseados em um extenso trabalho de pesquisa e curadoria de ingredientes, produtores e fornecedores comprometidos com qualidade e dedicação ao ofício.

A chef Telma aposta no conceito dos settos – um conjunto de pratos variados que compõem uma refeição completa, equilibrada e saborosa. Um setto tem como base o gohan (arroz japonês), o misoshiru ou outro caldo e tsukemono (conservas). A isso acrescenta-se uma sugestão do dia, com opções variadas de carnes, peixes ou vegetarianas.

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Udon (destaque do menu) e ambientes do restaurante Aizomê localizado no 2º andar da JHSP (Divulgação/Rubens Kato e SP da garoa/Rafael Gushiken)

Outras opções são os tradicionais udon (massa japonesa de trigo em grossos fios) e o soba (massa fina de trigo sarraceno japonês), servidos em caldo frio ou quente e com várias sugestões de complementos.

Outro capítulo que merece atenção especial é o das sobremesas. O Aizomê sempre primou por uma caprichada carta de doces e sorvetes dentro do conceito de yogashi – a versão japonesa de preparações da confeitaria ocidental executadas com mais leveza e frescor, mescladas a sabores e ingredientes tipicamente japoneses.

Além de uma carta variada de bebidas, o restaurante também serve chá japonês e água – com e sem gás – tudo à vontade por um valor fixo, sem o uso de garrafinhas plásticas.

Extras — Banheiros e Acessibilidade

Os banheiros da JHSP (disponíveis em todos os pavimentos) são uma atração à parte. Totalmente tecnológico, do qual o vaso sanitário se limpa automaticamente, o seu assento é aquecido e tem um controle com botões que ajustam jatos para frontais e traseiros que limpam as partes íntimas de todas as formas possíveis. Ou seja, é imprescindível que você vá ao banheiro quando estiver no instituto, pois terá uma experiência única!

Banheiro tecnológico da JHSP presente em todos os pavimentos do instituto (Reprodução Site G1/Marcelo Brandt)

Em relação à acessibilidade, o instituto disponibiliza de um elevador que leva a todos os ambientes, todos espaçosos e sem obstáculos na medida do possível, tanto que, há também presença de rampas de acesso.

Para as exposições, o programa “JHSP Acessível” trabalha ao máximo para que recursos de acessibilidade como audiodescrição, libras e elementos táteis sejam desenvolvidos exclusivamente para algumas das obras apresentadas na exposição em cartaz. O propósito é sempre de criar oportunidades equitativas para que todos realizem uma imersão completa nos conteúdos disponibilizados na instituição.

Exemplo de mesa tátil para uma exposição em cartaz, parte da idealização do programa “JHSP Acessível” (SP da garoa/Rafael Gushiken)

Serviços:

Japan House São Paulo
Endereço: Av. Paulista, 52 – Bela Vista (ao lado da pça. Oswaldo Cruz/ Shopping Pátio Paulista) – São Paulo/SP
Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, das 9h às 19h. Domingos e feriados, das 9h às 18h. Segunda-feira não abre.
E-mailcontato@japanhousesp.com.br
Tel.: +55 11 3090-8900
GRATUITO – para entrada e acesso às exposições

Restaurante Aizomê
E-mail: aizome@aizome.com.br
Tel.: +55 11 2222-1176 (ramal 2)

Café Sabor Mirai
Tel.: +55 11 3266-6578

Lojas Shin e Furoshiki
Cel.: +55 11 94779-4177

Organização Nacional de Turismo Japonês (JNTO)
www.japan.travel/pt/br/

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