Museu das Culturas Indígenas: gestão compartilhada entre o Estado e a comunidade indígena

SP da cultura SP ilustrada

O Museu das Culturas Indígenas está localizado ao lado do Parque da Água da Branca, Zona Oeste da capital, e abre ao público com entrada gratuita durante o mês inaugural.

Imagem de capa: Divulgação Governo do Estado de SP | Fonte: Secretaria de Cultura e Economia Criativa de SP

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Museu feito pelos indígenas para os indígenas

Localizado na capital de São Paulo, o Museu das Culturas Indígenas é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) – Organização Social de Cultura em parceria com o Instituto Maracá, associação sem fins lucrativos que tem como finalidade a proteção, difusão e valorização do patrimônio cultural indígena.

Trata-se de um novo conceito de museu, que nasce com uma proposta inovadora de gestão compartilhada a ser construída ao longo da experiência, com o fortalecimento do protagonismo indígena. Um museu público, em uma metrópole, que reunirá pessoas de diferentes etnias.

Esse é o primeiro museu feito pelos indígenas para os indígenas. O espaço reúne as lideranças indígenas com o objetivo de garantir protagonismo ao tema. (…) Com isso, respeitamos o protagonismo dos indígenas, que precisam ocupar novos espaços, uma vez que perderam vários ao longo dos séculos”,

— assim afirmou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão, na cerimônia de abertura oficial do novo museu ao público, em 30/06/2022.

Sendo assim, o museu é um espaço de diálogo intercultural, pluralidade, encontros entre povos indígenas e não-indígenas, onde a memória da ancestralidade permitirá aos diversos povos originários compartilharem suas mensagens, ideias, saberes, conhecimentos, filosofias, músicas, artes e histórias.

O novo espaço é uma conquista dos povos indígenas para que o público entre em contato com sua própria história, e com outras histórias do Brasil.

O espaço e a curadoria

O novo museu tem sete andares, com 200m2 cada, totalizando 1.400m2 de área total. Haverá espaço para exposições de longa e curta duração, centros de pesquisa e referência, auditório, administrativo e reserva técnica.

A curadoria dos artistas e obras está a cargo de Tamikuã Txihi, Denilson Baniwa e Sandra Benites, que escolheram, como exposições temporárias inaugurais, “Invasão Colonial Yvy Opata  – A terra vai acabar”, de Xadalu Tupã Jekupé e “Ygapó: Terra Firme”, de Denilson Baniwa, ambos representantes da arte indígena contemporânea, que provocam o visitante a repensar a imagem que muitos têm sobre os povos originários do país.

Eu vejo o Museu das Culturas Indígenas como uma grande escola, uma escola viva, que vai dialogar sobre história, arte, sobre cultura e as diversas formas de se pensar e transmitir conhecimentos, saberes e fazeres tradicionais, que até hoje não são dialogados dentro das escolas”,

— afirmou Cristine Takuá, diretora do Instituto Maracá e membro do Conselho Indígena Aty Mirim.

Exposições de abertura

Uma das mostras temporárias que inauguram o MCI, a “Ocupação Decoloniza-SP Terra Indígena”, ocupa as áreas externas, como muros e empenas, por meio de diferentes linguagens artísticas. Criada e executada por realizadores indígenas, a exposição destaca os grafismos Guarani e murais com onças, pintadas em duas grandes paredes externas. Tamikuã Txihi e Rita Sales Hunikuin são duas das artistas que assinam a mostra.

A exposição “Invasão Colonial Yvy Opata – A terra vai acabar”, do artista Xadalu Tupã Jekupé traz, com sua estética na arte urbana contemporânea, a demarcação dos deslocamentos territoriais com múltiplas linguagens e o território identitário indígena ameaçado pela sociedade ocidental.

Sua obra denuncia como os territórios originários em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, estão sendo engolidos pelo cimento da cidade. Cercas de arame revelam, não apenas a violência da invasão, mas o estado de segregação étnica em que vive o Povo Guarani, e a asfixia do espaço, cada vez menor, das terras indígenas.

Já a mostra “Ygapó: Terra Firme”, do artista e curador Denilson Baniwa, é um convite para adentrar a floresta Amazônica por meio de experiências sensoriais. A mostra traz produções contemporâneas, tradicionais, sonoras e visuais de músicos indígenas.

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

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Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Museu das Culturas Indígenas (Divulgação/Governo do Estado de SP)

ServiçoMuseu das Culturas Indígenas:

Endereço: R. Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca, São Paulo/SP

Datas e horários: Terça a domingo, das 9h às 18h. Quinta-feira, das 9h às 20h.

Ingressos: R$ 15 inteira, R$ 7,50 meia (indígenas não pagam ingresso). Às quintas-feiras, a entrada é grátis.
Obs.: No mês de julho não haverá cobrança de ingresso para visitar o MCI. A partir de 01 de agosto o acesso será mediante agendamento com aquisição de ingresso.

Link para os ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/74784

Site e Redes Sociais:
www.museudasculturasindigenas.org.br
instagram.com/museudasculturasindigenas
facebook.com/museudasculturasindigenas
twitter.com/mcindigenas
youtube.com/channel/UCYgc3AXP0-UfQye5pgbVloQ

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