ESPECIAL Prédios de São Paulo: o velho “Banespão” (edifício Altino Arantes, 1947)

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Saiba da história do antigo e velho conhecido “Banespão”, edifício Altino Arantes, e que está prestes a ser reaberto no dia 25 de janeiro de 2018 como o novo “Farol Santander”
(Foto capa: Rafael Gushiken em agosto de 2013)

A história do maior símbolo da cidade de São Paulo

O edifício Altino Arantes (que foi mais conhecido como edifício Banespa ou “Banespão“) é um dos prédios mais emblemáticos da capital paulista, sendo o 3º mais alto da cidade e o 5º do Brasil.

Construído a partir de 1939, pelo interventor federal Ademar Pereira de Barros para sediar o Banco do Estado de São Paulo (Banespa), e inaugurado em 1947 também por Ademar de Barros quando este era governador de São Paulo, foi durante mais de uma década, o mais alto da cidade, até ser superado pelo Mirante do Vale, em 1960.

Fachada do antigo Banespão (Rafael Gushiken, em agosto de 2013)

Seu projeto inicial foi alterado para fazê-lo à semelhança do Empire State Building, em Nova Iorque (EUA). Logo após a inauguração, na década de 1940, chegou a ser considerado a maior estrutura em concreto armado do mundo.

Nos anos 70, o edifício ganhou sua tão famosa cinta de alumínio em volta da torre, onde foi alocado o logotipo do Banco Banespa. Foi também nessa época que ganhou a bandeira do estado de São Paulo no topo, sendo trocada frequentemente devido aos fortes ventos que assolam o topo do edifício.

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No prédio funcionava também o Museu Banespa, inaugurado em 1965 e reunia a história do banco desde sua inauguração em 1909 como Banco de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo até os dias atuais, perto de completar 110 anos.

O museu possuía 993 objetos e mobiliários, 1.003 obras, 98 fotografias assinadas, 66 tapetes orientais e nacionais entre outros itens (e que esperamos que ainda esteja no novo “Farol Santander”, a ser reinaugurado em 25 de janeiro de 2018)

Como eram as visitas no “Banespão” até ser fechado em 2015

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Visitando o “Banespão” (até junho de 2015, quando foi fechado para reformas), o fascínio já começava pelo saguão, com o belíssimo lustre de cristal nacional (fotos acima) em estilo decô-eclético, com 13 metros de altura, 10 mil peças de cristal e 1,5 tonelada, feito no formato do edifício.

De 161,22 metros e 40 andares, era possível conhecer o seu topo, a torre (fotos abaixo), de segunda a sexta-feira, das 10 às 15 horas. Aos sábados e domingos, o prédio permanecia fechado.

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Todos os meses (até 2015, pelo menos), cerca de 5 mil pessoas subiam ao local. Mas esse número poderia ser maior, se não fosse a pequena estrutura (elevadores, guichês, funcionários, etc.) que acabava gerando filas. E para chegar ao topo do prédio, era preciso pegar dois elevadores diferentes e subir mais alguns lances de escadas. A visita durava cerca de uma hora.

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E o novo “Farol Santander”

O prédio do Banespa foi privatizado em 2000 pelo Santander. Em 2011, foi tombado pelo patrimônio histórico de São Paulo, a resolução do Condephaat (órgão do patrimônio histórico) preserva integralmente fachada e terraço do Altino Arantes, além de cinco pisos do empreendimento.

Como citado anteriormente, o novo “Farol Santander” será reinaugurado e reaberto novamente para visitação no dia 25 de janeiro de 2018, nas comemorações dos 464 anos da cidade de São Paulo, ou seja, um presente para todos nós.

Enquanto isso, confira a vista que poderemos rever em breve!

Martinelli, vale do Anhangabaú e avenida São João vistos do antigo Banespão (Rafael Gushiken, em agosto de 2013)
Mosteiro São Bento, Mirante do Vale e avenida Prestes Maia vistos do antigo Banespão (Rafael Gushiken, em agosto de 2013)
Viaduto e igreja da Santa Ifigênia, Mirante do Vale vistos do antigo Banespão (Rafael Gushiken, em agosto de 2013)
Praça e catedral da Sé vistos do antigo Banespão (Rafael Gushiken, em agosto de 2013)
Pátio do Colégio visto do antigo Banespão (Rafael Gushiken, em agosto de 2013)
Estação e terminal Parque Dom Pedro II visto do antigo Banespão (Rafael Gushiken, em agosto de 2013)
Museu Catavento e parque Dom Pedro II vistos do antigo Banespão (Rafael Gushiken, em agosto de 2013)
Rua 25 de março e a Galeria Pagé em destaque, Mercadão, vistos do antigo Banespão (Rafael Gushiken, em agosto de 2013)


~ FICHA – EDIFÍCIO ALTINO ARANTES ~


Arquiteto: Plínio Botelho do Amaral
Construtor: Camargo & Mesquita
Ano da Construção: 1947
EndereçoRua João Brícola, 24 – Centro
Curiosidade: O edifício tem 900 degraus e 1.119 janelas

Colaborou também para a redação e fotos da matéria: Rafael Gushiken / São Paulo da garoa. Fonte: Wikipédia – Conteúdo publicado originalmente no site http://refugiosurbanos.com.br, responsável pelo projeto cultural dos livros “Prédios de São Paulo”


~ LIVROS PRÉDIOS DE SÃO PAULO ~


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Prédios e Casas de São Paulo

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Colaborador SP da garoa e Idealizador at Refúgios Urbanos
Criada em 2014 por Matteo Gavazzi, de 29 anos, a iniciativa cataloga imagens e informações históricas de edifícios da capital paulista. Já foram publicados, na página do Facebook e em dois volumes da série de livros Prédios de São Paulo, relatos descomplicados sobre aproximadamente 300 edificações. Um verdadeiro documento histórico e colaborativo sobre a memória e o patrimônio de São Paulo. Integram hoje a equipe: Matteo Gavazzi, Milena Leonel, Ana Clara Queiroz, Carolina Mossin e Emiliano Hagge.

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